Enrolei tudo na margem de um nada; inspirei o um nada oposto à ausência de um tudo. Nesse nada vi excesso de tudos, tudos essencialmente carregados de
sem.
Sem-som, sem-cafeína; meu desejo despedaçaria qualquer cortina, qualquer feltro, qualquer pelúcia que aparecesse por um desses
sem.
Sou sem, sou tudos: excesso de desejos, qualquer que seja a minha altura ou loucura (porque dessas aprendi algumas coisas nos últimos tempos), vou buscar, infinitamente alto, sem-fumaça, qualquer que seja, qualquer que seja.
Enrolei, de enrolar, dei nó! Dei vários, cansei de linhas sem-amassos. Cansei de ausência de
sem.
Sem-quem, sem-bah, sem-literal-poá (de pois, de-pois).
Permaneci numa neura, sem-neura propriamente em si, isto é, como deveria ser exatamente. Dei várias, várias neuras. Dou neura quando fico assim,
sem.
Sou isso mesmo, nem sequer ligo ou te ligo, ou ligo qualquer Lisa, sem-amassos. Odeio coisas sem-amassos. Falta
sem demais para terem alguma altura diante da minha vida.