20130630

preguiça social. consigo mesmo.

queria poder dizer pra mim mesma: vamos dar um tempo? acho que vai ser melhor. pra gente refletir se é isso mesmo que queremos e tal.

20130627

o que incomoda:

- é a máquina, no sentido ruim de máquina
- é a máquina no sentido homem, no sentido ruim de homem

20130613

tá ficando difícil acreditar nos fatos. é muito absurdo pra pouco brasil. a esperança passou, já era, mas já que chegamos no inferno, o jeito é correr e gritar. é bomba atrás de bomba. e assim vamos convivendo com o susto que é fazer parte dessa história. correndo com amarras e gritando com mordaças. de olho num horizonte cego, em meio a essa fumaça opaca, num embrulhar de estômagos.

20130609

1min devir filósofa-poeta-mimimi

2min a pesquisa é um grande gramado, sem começo nem fim, com um monte de folhinha variando seus verdes e formas, muito parecidas, mas cada uma com sua diferença
4min imagina, a pessoa cria tópicos com vírgula entre os números e depois notas de rodarodarodapé. podia, mas dá preguiça de defender até isso depois (onde?)
6min (essa nota sobre a nota de rodapé)
7min devir nota de rodapé, no infra/extra-ser do texto, fazendo comentários sobre a própria fala
4h 11/06 cortar o que falta sem falta (totalmente no clima)
10h agora: comer. pq de vento ngm diz nada. segundo uma grande filósofa chamada "minha mãe"
10h por isso que interessa falarfalarfalar: sobre o que pulsa, não sobre o que se disse: sobre o que vive, não sobre o que morreu com a palavra
10h a questão não se passa sobre dizer alguma coisa, mas sim sob dizer alguma coisa, isto é: descobrir o que faz pulsar a coisa a ser dita

lovni

o limite da imagem

imagine a quantidade de referências existentes no mundo.
o mundo é infinito.
imagine a quantidade de referências não-existentes no mundo.
o mundo é infinito demais pra imaginar.

20130604

adoro quando dá felicidade do nada

adoro o nada e quando ele me dá qualquer coisa. mesmo que nada. pois adoro o nada e quando ele me dá qualquer coisa. mesmo que nada. pois adoro o nada e quando ele me dá qualquer coisa. mesmo que nada pois adoro o nada e quando ele me dá qualquer coisa. mesmo que nada. pois adoro o nada e quando ele me dá qualquer coisa. mesmo que nada. pois adoro o nada e quando ele me dá qualquer coisa. mesmo que nada. pois adoro o nada e quando ele me dá qualquer coisa. mesmo que nada. pois adoro o nada e quando ele me dá qualquer coisa. mesmo que nada. pois adoro o nada e quando ele me dá qualquer coisa.

20130603

A máscara não esconde o rosto, ela o é. [...]

O retrato, a rostidade, a redundância, a significância e a interpretação intervêm por toda parte. Mundo triste do significante, seu arcaísmo com função sempre atual, sua trapaça essencial que conota todos os seus aspectos, sua farsa profunda. 

Deleuze e Guattari, Mil Platôs Vol. 2, p. 66 e 68

20130602

conversa de pensamentos

~bom de foto ou de desenho é que você não precisa falar nada pra dizer.
~ué, e quem disse que com texto eu preciso falar alguma coisa?

um poema me dizia

"eu te amo eu te amo"
acontecia: tapa na cara
"cala boca" retrucava
"vai pra puta que o pariu"
de novo acontecia: tapa na cara
"cala boca" retrucava
quem tu amas te ignora
quem te ama acontecia
"eu te amo eu te amo"
tapa na cara
"cala boca" retrucava
"sai daqui"
"vai pro inferno que te parta"
quem tu amas te ignora
"cala boca" retrucava
acontecia: tapa na cara
não é de todo mal
se nem amas nem nada
o que diabos seria?
"sai daqui cala boca"
tapa na cara acontecia