20140320
20140316
20140303
20140216
20140131
00 é na nuca que meus silêncios ventam
01 olhando de revesgueio é como caçam os poetas
02 rabixos do passado me enxaquecam
03 se comecei a desabafar é pq dobrei a língua em dó maior
04 tenho um monstro rosa que me sorri em clima de girassol
05 se dependesse de mim pupilas palpitariam
06 quando uma calma floresce duas vão ao cinema
07 qualquer coisa que beire a boca salta num looping duvidoso
08 odeio vírgulas de nariz empinado
09 fico desmedida antes de tombar meu sono
10 me desculpem os afetos e os rarefeitos
11 as vezes eu vomito pelas pálpebras
12 tenho dó de quem grita palavrões
13 e amor por quem esquece situações verde limão
14 meu estômago é um velho sábio chinês
15 minha cabeça é mais ranzinza que meus joelhos juntos
16 desatei a formar janeiro com o apaixonante azedo da rúcula
17 pontos finais saem pra balada em dias úteis
02 rabixos do passado me enxaquecam
03 se comecei a desabafar é pq dobrei a língua em dó maior
04 tenho um monstro rosa que me sorri em clima de girassol
05 se dependesse de mim pupilas palpitariam
06 quando uma calma floresce duas vão ao cinema
07 qualquer coisa que beire a boca salta num looping duvidoso
08 odeio vírgulas de nariz empinado
09 fico desmedida antes de tombar meu sono
10 me desculpem os afetos e os rarefeitos
11 as vezes eu vomito pelas pálpebras
12 tenho dó de quem grita palavrões
13 e amor por quem esquece situações verde limão
14 meu estômago é um velho sábio chinês
15 minha cabeça é mais ranzinza que meus joelhos juntos
16 desatei a formar janeiro com o apaixonante azedo da rúcula
17 pontos finais saem pra balada em dias úteis
20140112
20140109
20140105
travalíngua travavôo travatrovão
o vôo do ovo é fora da ave
o vôo do livro quem sabe
talvez o ovo do vôo
ou o canto da asa
a ave do ovo do livro
pode voar por fora de casa
ave pro canto de novo
asa pra cantar tanto
haja ovo ou livro
que voe fora do canto
na asa do vôo da uva
quem sabe por fora da asa
pouse o ovo mais vivo
no livre canto do livro
no livre canto do livro
20140104
não pise no céu
viúvo dá no olho de quem viu
tracejo incerto é tropeço perto
voltei de viagem vomitei vagem
tracejo incerto é tropeço perto
voltei de viagem vomitei vagem
maldito dia
em que deixei os sonhos de lado
pra dormir pesado
e acordar disposta
a fazer mil coisas
que não se deixam sonhar
só dormir
só dormir
vai sendo assim.
entediante. de afetos fixos. ou soltos. pó. olhos grudados na forca. cabeças rolando dentro das cabeças. pelo mesmo. de sempre. todo ano. a vida é pó. e passa. só. assa. vai sendo sempre assim. há anos. nó. nenhum. mesmice pós mesmice. pó. a vida humana é só. de tanto que ama. de tanto que chama. sufoca. tem muita gente. tem muito mundo. afetado. infectado. e só. tem nada mais que nó. pó. talvez.
20131010
pensar é mato
é enlouquecedor reparar na quantidade de coisas que fazemos só porque "é certo" "é bonito" "é legal" "é costume". talvez porque a liberdade, em absoluto, não exista... estamos sempre submersos: nos outros, no mundo, na cultura, nas loucuras sem explicações......... desde comer carne sem pensar, se depilar sem pensar, ser machista sem pensar, querer emagrecer sem pensar, se enturmar sem pensar, gastar água sem pensar, comprar sapato sem pensar, etc. etc. etc.
de tudo, pensar parece ser o mais libertador.
pelo menos podemos pensar.
20130919
aí eu nasci
e começou a chover na minha vida
como se eu não tivesse nascido
começou a trovejar
e eu nem sabia por onde começar a viver
com tanta chuva
e tão poucos banhos quentes
ninguém me fazia feliz
nem eu a mim mesma
em lugar nenhum
devo ter nascido pra correr
atrás do prejuízo ou de anteontem
talvez pra comer até enjoar
ou pra simplesmente olhar pra vida
e continuar sem entender nada
como se isso tudo fosse apenas um teste
onde eu nunca entendi o que devia fazer
mas um dia poderia passar a limpo
mesmo assim
talvez logo eu possa desistir de tudo
das provas finais
dos apitos de largada
e dos falsos amigos
da coisa mal escrita
mal pensada e mal olhada
desses ovos que todos pisam
(tanto faz quem são eles
pois se refletem infinitamente um no outro
mesmo os que se odeiam)
trovões chutados
voluntários
no pessimismo nosso de cada dia
como se eu não tivesse nascido
começou a trovejar
e eu nem sabia por onde começar a viver
com tanta chuva
e tão poucos banhos quentes
ninguém me fazia feliz
nem eu a mim mesma
em lugar nenhum
devo ter nascido pra correr
atrás do prejuízo ou de anteontem
talvez pra comer até enjoar
ou pra simplesmente olhar pra vida
e continuar sem entender nada
como se isso tudo fosse apenas um teste
onde eu nunca entendi o que devia fazer
mas um dia poderia passar a limpo
mesmo assim
talvez logo eu possa desistir de tudo
das provas finais
dos apitos de largada
e dos falsos amigos
da coisa mal escrita
mal pensada e mal olhada
desses ovos que todos pisam
(tanto faz quem são eles
pois se refletem infinitamente um no outro
mesmo os que se odeiam)
trovões chutados
voluntários
no pessimismo nosso de cada dia
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